A última semana de trabalho, mais especificamente os últimos dois dias serviram para me mostrar o quanto eu estava conformado e enquadrado nas minhas limitações, que há algum tempo já estava incomodando, por não conseguir encontrar algo novo ou algo que pudesse me levar a sair do conforto até então inconsciente.O estar consciente, observar a criação de cada cena e o deixar o meu ser , ser aquilo que eu tinha necessidade de ser, me libertou da sensação de fazer porque tenho que fazer para vou fazer porque quero fazer, tenho prazer de fazer, o que ficou mais confortável. Para mim o segredo foi não olhar com desconfiança para o que estava sendo proposto, se eu conseguiria ou não, mas dar uma chance a mim mesmo e explorar caminhos contrários e inesperados do que sempre faço. E o que me questionou muito é o fato de que se a mente não é separada do corpo, e se nós não estamos sendo fiéis ao descrever ao que estamos fazendo enquanto fazemos, o cérebro esta criando uma resposta, e o corpo então fica à deriva sem remos ou direção na total improvisação inconsciente do que faz, mas faz aquilo que esta acostumado a fazer, então me questiono em encontrar uma maneira de não deixar isso acontecer, porque se isso acontece em um momento tão focado e atento, em cena é o mesmo, só que mais falso por ser consciente.
David Peixoto
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